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29/05/2009
Paciente com derrame terá direito a remédios de ponta oferecidos pelo SUS
Os remédios conseguem evitar que o paciente tenha sequelas resultantes do AVC. Foto(s): Divulgação
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame, é um incidente grave que, quando não mata, pode deixar sequelas graves para o resto da vida. A partir de maio, os pacientes com esse problema poderão recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS) para obter um medicamento de última geração para tratar-se, informa a Secretaria de Estado da Saúde (SES). O Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, é a referência para o atendimento. São necessários a agilidade e colaboração entre profissionais de diversos setores da saúde para assegurar a eficácia do tratamento com o medicamento Alteplase. O remédio consegue evitar que os pacientes tenham sequelas resultantes do AVC, como dificuldade para falar ou paralisia de um lado do corpo.
O paciente que tiver suspeita de derrame tem que chegar o mais rápido possível ao hospital através das equipes do SAMU. Esses profissionais são habilitados a fazer o diagnóstico do AVC e a transportar a pessoa com a agilidade e eficiência necessárias. O tempo máximo estabelecido para o paciente receber os primeiros atendimentos na unidade de saúde mais próxima deve ser de 4 horas e meia. Quanto mais cedo a pessoa chegar, melhores as chances de recuperação. Assim que o paciente dá entrada no hospital, o médico da emergência deverá acionar os neurologistas. Esses especialistas solicitam a realização de exames de sangue e uma tomografia computadorizada do crânio.
Se for preciso, eles receitam o medicamento, que evita o surgimento de sequelas e diminui o tempo de internação e a taxa de mortalidade dos pacientes. O Alteplase é indicado para cerca de 20% dos pacientes que sofrem o AVC. Segundo um estudo epidemiológico realizado em Joinville, a incidência anual de derrames é de cerca de 160 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. A Coordenadora Estadual de Urgências e Emergências da SES, Gladys Lentz Martins, informa que é essencial conscientizar a população sobre os sintomas da doença para assegurar que o atendimento seja rápido. As pessoas que sofrem desse problema têm desvio da boca, dificuldade para falar e paralisia de um lado do corpo ou de um membro.
No ano passado, um trabalho no Hospital Celso Ramos avaliou os fatores de atraso na chegada de 103 pacientes à emergência. “A conclusão é de que os pacientes que chegam tardiamente apresentam idade maior, têm menor tempo de estudo, possuem menor renda, iniciam os sintomas de madrugada, passam em algum lugar antes, são portadores de Diabetes Mellitus e não são trazidos de ambulância”, afirma a coordenadora. Por isso, a recomendação: aos primeiros sinais dos sintomas, as equipes do SAMU devem ser comunicadas imediatamente pelo telefone 192.
Para disponibilizar o atendimento especializado, a SES ofereceu capacitações para médicos e residentes das emergências e unidades de tratamento intensivo (UTIs) dos hospitais da rede pública, do SAMU e do serviço de neurologia do Hospital Governador Celso Ramos. Os neurologistas, inclusive, vêm se preparando para iniciar este tratamento há cerca de dois anos. Além disso, a SES disponibiliza os medicamentos para as equipes médicas. Cada ampola tem um custo de R$ 1,4 mil, sendo necessárias duas doses por paciente.
Da redação
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