
A Central funcionará na Rua Silveira, 66, anexo ao quarto pelotão, que funciona ao lado do Posto de Saúde do Santinho.
As chuvas reduziram a ocupação hoteleira durante Réveillon. Mesmo com queda de 8,4% no período, a temporada em Florianópolis deve ser positiva
Editorial
Retratos da temporada
Muita coisa precisa ser revista no turismo de Florianópolis. Principalmente na praia de Jurerê Internacional onde estão acontecendo nesta temporada fatos que preocupam os moradores fixos do tradicional balneário.
Turistas com alto poder aquisitivo vindo do centro do País, que algugam mansões a preços muito altos se acham no direito de fazer o que bem entendem no bairro. Os deslumbrados ficam nos bares e clubes a beira mar, bebendo durante todo o dia, e saem com seus carrões pelas ruas barbarizando. Nesses desvaneios acabam atropelando pessoas que nada tem a ver com suas loucuras. A Polícia Militar precisa montar próximo a esses locais, operações para conter esses malucos antes que alguma trágedia aconteça. Florianópolis quer um turismo de qualidade, baderna não.
Outro ponto a ser melhorado é a mobilidade urbana do norte da Ilha. Embora a duplicação da SC-401 tenha resolvido o problema das filas quilométricas que se formavam na rodovia, nas praias a realidade é outra.
A SC-403 principal ligação para os Ingleses, Santinho, Rio Vermelho e Leste da Ilha está completamente saturada. Os engarrafamento de final de tarde são constantes. Setores da região já se mobilizam para que o trecho seja duplicado. O Folha do Norte da Ilha, com seus 13 anos de existência abraça essa causa que é de extrema importância para toda a região. Essperamos que todos os segmentos da sociedade local se unam em torno desse objetivo.
Vamos acionar as autoridades e cobrar a duplicação da rodovia, é um direito que temos. Nossa economia é baseada no turismo, temos que proporcionar ao nosso visitante além de nossa gastronomia, hospitalidade e belezas naturais, uma boa mobilidade urbana. Boa leitura!
Artigo
O que esperamos de 2012
O ano de 2011 foi o ano da corrupção e da impunidade. Os brasileiros viram, mais do que nos anos anteriores, talvez, os políticos sendo denunciados por roubos e desvios de dinheiro público, sem que ninguém nunca devolvesse nada ou fosse preso por isso. Isso não só na esfera federal, mas também nas esferas estaduais e municipais. Quando muito, alguns ministros saíram do cargo, mas continuam nos seus partidos, incólumes, cheios de poderes, sem prestar contas a ninguém. A “faxineira”, que diz não dar mais trégua à corrupção, parece ter perdido o entusiasmo, a vontade de conter a roubalheira.
Para o ano de 2012, esperamos que a ética e a moral voltem a ser qualidades valorizadas tanto para nossos “políticos”, quanto para a nossa justiça, que no corrente ano mostrou muito bem que de justa não tem nada. Essas qualidades precisam voltar a ser sine qua non.
Que a corrupção e a impunidade sejam combatidas veementemente e que a justiça pare de passar a mão na cabeça de políticos ficha suja, como fez neste ano de 2011. Aliás, por culpa da “justiça”, a lei da ficha limpa acabou se tornando sem efeito, pois os tribunais não julgaram a validade da lei e reconduziram políticos corruptos a cargos públicos.
Queremos políticos que não legislem apenas em causa própria, que se preocupem com o cidadão brasileiro, que se preocupem com a saúde pública, com a segurança pública, com a educação, que foram destruídas nos últimos tempos.
Queremos para 2012, políticos honestos, que realmente representem o povo brasileiro. É pedir demais? Queremos ver menos notícias de roubos, assaltos, mortes, apropriação indébita do dinheiro público, superfaturamentos, desvios de valores.
Sabemos que não será um mar de rosas, mas sabemos também que 2012 poderá ser melhor. Precisamos avaliar melhor os candidatos, nas próximas eleições, para que possamos renovar essa safra de “políticos” que temos aí, que na sua grande maioria, de políticos verdadeiros não têm nada. E se não houver candidato decente, que votemos em branco, para manifestar nosso protesto contra os candidatos que almejam a vida pública apenas para enriquecerem.
Precisamos agir. Não podemos mais compactuar com esse estado de coisas. Estamos sendo roubados continuamente: os brasileiros são o povo que mais paga impostos, no entanto não há “verbas” para a saúde, não há recursos para a educação, não há como melhorar a segurança.
Está mais do que na hora de mudarmos tudo. E 2012 é um bom ano. Que entremos nele com o firme propósito de torná-lo um marco na transformação deste Brasilzão de Deus em um país mais humano e menos corrupto.
Luiz Carlos Amoria - jornalista e escritor
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